Tudo sobre o SXSW 2019




MERCADO - DIGITAL, MARKETING E COMUNICAÇÃO

Foto: SXSW

Inclusão, empoderamento, igualdade, representatividade. Ao lado das tecnologias mais avançadas, essas palavras deram a tônica do festival SXSW 2019, que acontece anualmente em Austin (Texas) desde 1987. Conhecido por ser um grande lançador de tendências, realmente esperamos que estes intensos 14 dias de apresentações e debates reflitam em um mundo melhor num futuro próximo.

Esperamos que gostem da seleção. Abaixo, uma galera incrível, daqui e de fora, que fez a cobertura do SXSW Edu (de 4 a 7 de março) e do SXSW (de 8 a 17 de março).  E tem temas intermináveis: blockchain, canabusiness, mídias sociais, UX, lançamentos de livros, shows, games, comédia, palestras inspiradoras e algumas decepcionantes. Mas você pode ler tudo nesses links abaixo. O evento vai até domingo, firme forte em música e nos temas que convergem todos os assuntos. Boa leitura!

B9

CNN

Época Negócios

Estapar

Interney

Medium

Meio & Mensagem

White Rabbit no Instagram e no FB

SXSW – site oficial e canal no Youtube

Update or Die

Inclusão digital e social

Brené Brown, pesquisadora especializada em temas como vulnerabilidade, coragem e empatia da Universidade de Huston, levantou a questão de vivermos em um mundo conectado e ao mesmo tempo estarmos sozinhos. “Quem aqui se sente sozinho?”, perguntou para a plateia, que se solidarizou prontamente. “Relacionamento é tudo”, afirmou Esther Perel, psicoterapeuta belga que dedicou sua carreira a estudar relacionamentos. Para ela, a qualidade dos relacionamentos no trabalho impacta a qualidade dos nossos resultados. “Você já se omitiu de falar que errou ou não saber sobre um tema?”,  questionou a plateia sobre o fato de poucos admitirem suas imperfeições por vergonha. “Para mudar o outro, você deve mudar a si mesmo”, disse a pesquisadora. Esse pensamento também está fortemente presente entre as marcas que participaram do evento. A dependência dos dispositivos e apps já tem nome: síndrome da vibração fantasma. Até mesmo a infraestrutura das cidades precisa pensar no morador de uma forma mais social. Talvez até para evitarmos o que parece estar batendo na nossa porta... a solidão dos hiperconectados.

Voz a minorias

Mudar a forma de pensar, de agir, de consumir é o que vai construir o legado de cada um, afirma Zoe Saldana, atriz de Vingadores das Galáxias, que decidiu empreender no mercado social. Ela lançou recentemente a plataforma Bese (pronuncia-se Bee-Seh) para mudar a forma e a narrativa das histórias dos latinos com conexão com as grandes redes como Facebook e Twitter.  “Legado é uma proposta de vida. Não se faz do dia para a noite”, afirmou Zoe. E por isso ela quis fazer a plataforma: “precisamos encontrar perfis inspiradores e positivos que vão ajudar a construir um futuro diferente. Como vamos mudar a narrativa dos fatos?”, questionou. Mulheres Definitivamente, o movimento #MeToo foi o que deu voz a todas as mudanças comportamentais que vivemos hoje e ajudou a mudar muitas narrativas sociais. Ninguém mais aceita ficar calado e todos têm voz para falar. O empoderamento feminino, como equivalência salarial, sem assédio moral e sexual e o fim dos feminicídios são algumas reflexões durante todo o evento. E a representatividade feminina nas corporações também é uma grande questão. Uma pesquisa do LinkedIn indica que entre 2008 e 2016 o número de mulheres que ocupam cargos de liderança no setor de tecnologia aumentou 18%. Jim Bankoff, presidente da Vox Media, vai além. Não se trata apenas de contratar uma cota de mulheres é a hora de pensar em retenção de talentos. Mas os salários continuam menores. Em alguns casos, até 50% mais baixos que os dos homens.

Dia da Internacional da Mulher

O SXSW começou no Dia Internacional da Mulher e reuniu mais de 40 eventos para falar sobre o tema. Palestras como: “F*-se suas normas de beleza: o poder da beleza trans”, “Mães estão trabalhando – por que não são políticas de maternidade?”, “Deixado de lado: esportes femininos na mídia de massa” e “Como o feminismo também liberta os homens” são apenas alguns que pretendiam provocar o pensamento. Houve, obviamente, temas mais caretas, mas ainda longe de serem resolvidos, como: “Histeria no more: dados, médicos e saúde da mulher”, “Quebrando barreiras: lições sobre diversidade em tecnologia” e “O papel dos homens no empoderamento das mulheres”. E a temática mulher continuou firme e forte até o final.

Novo candidato

Howard Schultz, fundador, ex-CEO e presidente do conselho da Starbucks, apareceu e mobilizou uma plateia imensa. Se apresentou como candidato à presidência dos Estados Unidos. Mas é fato que a empresa quer fazer diferente para o seu colaborador e para os seus clientes. Ecologicamente correta e preocupada com seus funcionários, a Starbucks trabalha nessas bandeiras há muito tempo. O executivo acredita que as organizações precisam balancear melhor lucro e retorno ao acionista e humanidade, além de repensarem o impacto nas comunidades sobre as quais atuam. Para ele, o segredo de sucesso está na cultura corporativa e como engajar os colaboradores. Foi a primeira empresa nos Estados Unidos a dar participação nos lucros a empregados temporários, por exemplo.

Uma questão de saúde

Na disputa para conhecer a melhor startup do segmento surgiram novidades interessantes. Apesar do prêmio simbólico - US$ 1.000 - a visibilidade é imensa. Fora o dinheiro, as três primeiras colocadas ganham também viagens para o Global Entrepreneurship Summit 2019, que acontecerá em junho, na Holanda, com mentoria da Sandoz. A vencedora da disputa foi a Proov Test, criada pela empreendedora Amy Beckley. Ela é doutora em farmacologia e criou um teste que identifica o nível de progesterona da mulher. “Há muitas soluções para a mulher saber que não vai engravidar e outras tantas para verificar se está grávida. Mas nenhuma mostra se a mulher está ovulando corretamente e se seus hormônios permitem a gravidez”, diz Amy. O teste pode ser feito em casa e o resultado sai em cinco minutos.

Hera Health Solutions é o nome da startup que ficou em segundo lugar. Seu objetivo é aperfeiçoar medicamentos de uso prolongado, como o uso de anticoncepcionais. A ideia do CEO da empresa, Idicula Mathew, foi evitar que os pacientes deixassem o tratamento de lado depois de um tempo. A Hera foi criada por alunos da Georgia Institute of Technology e substitui os contraceptivos de metal por um implante.

O custo do produto é de US$ 9, mas deve ser lançado no mercado por US$ 800. Neste momento, a empresa está procurando parceiros para distribuir o dispositivo a países em desenvolvimento com preços mais baixos.

A MedSaf é uma plataforma online para a venda corporativa de medicamento e ficou na terceira posição da disputa. A ideia surgiu quando um amigo da nigeriana Vivian Nwakah, fundadora da MedSaf, morreu por uso de remédios falsificados. Segundo ela, um em cada dez medicamentos vendidos na África são falsos ou não seguem os órgãos reguladores. Atualmente, a empresa tem 70 clientes, entre hospitais, clínicas e seguradoras. “Conseguimos unificar a compra e gestão dos estoques em países em desenvolvimento”, diz Vivian. Em breve, ela quer permitir o rastreamento dos remédios por QR code.

Wellness Expo

A questão da distribuição e exames também esteve muito presente no Wellness Market, feira que dura só dois dias durante o SXSW. Apresentaram-se laboratório de análises clínicas, que oferecem exames a preços acessíveis após uma pré-consulta médica e startups de distribuição de medicamentos de uso prolongado em doses controladas e separadas, entregues semanalmente aos pacientes. Além dessas iniciativas, foram apresentados os já tradicionais testes genéticos, agora mais segmentados, remédios de CBD e de renovação celular. Uma pena que esta feira só aconteça durante dois dias e bem mais afastada do restante. Tem muita gente que nem fica sabendo.

Mais prêmio

Outro evento com destaque para a saúde foi o Interactive Innovation Awards 2019. A premiação celebra as melhores ideias, startups e pessoas do festival. Neste ano, havia uma clara preocupação em reconhecer iniciativas com propósito e voltadas para fazer o bem. Em "Health, Med & Biotech", o vencedor foi o gadget Butterfly IQ, um ultrassom pequeno e totalmente portátil, criado para levar esse tipo de exame à pessoas sem acesso à clínicas e hospitais.

Patinho robô

Mas o grande vencedor da noite foi o projeto "My Special Aflac Duck", que venceu nas categorias de Robótica e Hardware, além do People’s Choice Awards (a escolha do público). O patinho robô foi criado para ser um companheiro de crianças em tratamento para combater o câncer. O patinho é interativo e ajuda as crianças a passarem o tempo, ensinam a cuidar do bichinho assim como são cuidadas e as acalma durante os procedimentos médicos.

Seguro sem risco

Durante o evento de apresentação de startups, uma empresa também se destacou: a Sherpa. É especializada em avaliações de risco em seguros para oferecer apólices mais baratas. Chris Kaye, co-fundador da Sherpa, explica que o público-alvo são profissionais liberais. Mais startups que se destacaram, na curadoria do B9.

Bem-estar estrelado

Mas não são só as startups que estão brilhando ou surfando na onda deste segmento. A atriz Gwyneth Paltrow fundou e é a CEO da Goop, empresa de produtos para o bem-estar, espiritualidade e estilo de vida. “Algumas empresas vivem muito além de seus fundadores. Estou tentando criar algo maior do que fui como celebridade”, afirmou ela durante a sua palestra. Gwyneth fundou a Goop em 2008, depois de uma crise existencial, mas virou CEO só depois de oito anos. A empresa trata de temas como cura pela alimentação, consumo consciente e bem-estar emocional, com operações nas áreas de conteúdo online e impresso, linha de roupas e acessórios, livros e suplementos alimentares. Outro foco da Goop são os produtos feitos a partir da maconha e do canabidiol. “Faremos isso no momento certo. Esta ainda é uma área muito pouco regulada”, disse Gwyneth. O braço produtora da Goop vai aparecer em breve na Netflix. O serviço de streaming lançará uma série de episódios sobre bem-estar espiritual e físico produzido com a empresa da atriz. Serão entrevistados pesquisadores, médicos e outros experts, com apresentação de Gwyneth e Elise Loehnen. No ano passado, a startup captou US$ 80 milhões e tem uma avaliação estimada em US$ 250 milhões. No ano passado, foi multada pelo distrito de Santa Clara, na Califórnia (EUA), por vender produtos que misturam saúde e espiritualidade, sem propriedades curativas comprovadas, como cristais e óleos. “Queremos vender produtos que cumpram com o que se propõem e sejam bem fundamentados. Mas, ao mesmo tempo, acho engraçado que as pessoas classifiquem os produtos como ‘controversos’. É sério que a saúde das mulheres é controversa?”, provocou a atriz  no palco do SXSW.

Documentário sobre a Theranos

Outro momento polêmico na área da saúde foi a apresentação do documentário sobre a Theranos. Alex Gibney, diretor de “The Inventor: Out for Blood in Silicon Valley”, mostra a história de Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos, empresa de testes de DNA preventivos, mas que nunca entregou o que prometeu aos seus investidores. E não foram poucos. Elizabeth conseguiu convencer investidores a colocar US$ 600 milhões na sua ideia e a Theranos chegou a valer US$ 9 bilhões. O filme, que estreia no dia 18 de março na HBO nos Estados Unidos, mostra ex-colaboradores que ajudaram a denunciar a empresa, editados com imagens de arquivo e campanhas publicitárias. Elizabeth pregava que revolucionaria o mercado dos diagnósticos reduzindo a quantidade de sangue e os custos dos exames. Mas nada disso foi possível. Os exames feitos em parceria com a rede de farmácias Walgreens eram feitos nos velhos e grandes equipamentos antigos de outros fabricantes. Além disso, exames eram também entregues com resultados incorretos. Elizabeth foi processada, aguarda julgamento e pode ser presa.

Brasil e o blackbusiness

O publicitário baiano Paulo Rogério Nunes foi ao Hilton Austin Downtown para falar sobre o crescimento dos afronegócios no Brasil (“The Rise of Black Business in Brazil”). Considerado um dos 100 afrodescendentes mais influentes do mundo pela organização global MIPAD, ligada à ONU, Paulo é fundador do Vale do Dendê, uma aceleradora de empresas de afrodescendentes na Bahia.

Arte

A designer Ana Strumpf fez os cartazes das séries do Showtime que estavam espalhados pela cidade toda.

EmbraerX e Uber

E se depender das tendências expostas na SXSW, o futuro da mobilidade urbana será como aquele dos Jetsons, com táxis voadores e trânsito controlado por inteligência artificial. A EmbraerX tinha uma sala de exposições e apresentou o painel “Mobility, Reimagined: Co-Designing New Futures”, que explora o papel que a experiência do usuário desempenha na construção do futuro da mobilidade acessível para todos. A tecnologia usada é a eVtol. A EmbraerX faz parte do Uber Elevate Network, rede de transporte sobre demanda. A Estapar fez uma cobertura sobre mobilidade urbana dentro do festival.

Representatividade?

A troca de governo reduziu a participação do evento. Em 2018, a Apex-Brasil levou 77 empresas para o SXSW. Este ano, foram apenas 40. Metade das empresas selecionadas vai expor suas soluções no pavilhão de exposições. A outra metade participará de reuniões de negócios já pré-agendadas. Entre as companhias escolhidas estão nomes mais conhecidos, como a O2 Filmes, produtora de séries, como Cidade dos Homens, e de filmes, como Marighella. No lado tecnológico, há também startups como a Bluezup, que tem uma plataforma que permite degustar produtos tecnológicos, como celulares e câmeras, antes de realizar uma compra (via Terra).

Amazônia

O cineasta Fernando Meirelles participou de um debate e promoveu o portal UNI Amazonia, um hub digital para conectar 25 milhões de pessoas da região.

Futuro com emoções

Saiu a nova edição do Future Today Institute Tech Trends Report, com todas as variáveis científicas e tecnológicas que devem transformar a maneira de se realizar negócios. As novidades foram apresentadas por Amy Web, no dia 9 de março. Interações, menos touch e mais sensoriais (por voz e imagem) são as evoluções previstas para o futuro dos devices. E para ela, a privacidade está morta. Também foi lançado o relatório com tendências de design do John Maeda que mexem com as estruturas empresariais e as formas de fazer negócio. As tendências não óbvias também fizeram bastante sucesso.

E o futuro da educação?

Como desmistificar machine learning na sala de aula trouxe pequenas dinâmicas para inserir conceitos como pensamento crítico, redes neurais e conjuntos de dados no dia-a-dia das crianças. Essas dinâmicas são feitas com papéis, barbantes, copos e outros objetos simples, o que permite que sejam realizadas em qualquer lugar do mundo. Veja aqui um bom resumo do Interney sobre o uso de realidade aumentada e virtual em sala de aula. Além disso, o time do Update or Die fez uma curadoria especial sobre este tema. E aqui você confere tudo sobre blockchain e economia compartilhada em educação. Conheça também as iniciativas de Priscilla Chan Zukerberg, mulher do Mark, para a educação global.

Privacidade e dados

Várias palestras tocaram no tema privacidade de dados. Desde a propriedade e o consentimento do uso do dado pessoal até o mau uso dos dados por parte das empresas. Foi o ano do SXSW pós-verdade na realidade do fake news. Há quem vote nos dados como bem comum, como Sébastian Soriano, presidente da agência reguladora francesa. E o que dá para fazer com tudo isso?

Criptomoedas reguladas

Cameron e Tyler Winklevoss acreditam que as criptomoedas podem reestruturar o comércio, o sistema financeiro, a internet e o futuro do dinheiro como o conhecemos. Mas eles também sabem que não será fácil e exigirá uma abordagem criteriosa e baseada em regras. Criaram o Gemini, regulador da criptomoeda e custodiante em 2015.

Fake News

O tema está ainda em alta, principalmente porque ainda não tem uma solução. O festival dedicou um andar inteiro do JW Marriott para o jornalismo. Plataformas sendo cobradas de soluções. A CNN afirmou que não conta com o Facebook no futuro. E o fundador do BuzzFeed deu algumas ideias para os veículos e mídias sociais.

Vídeo, vídeo e mais vídeo

O fundador do Quibi, além de massacrar seu entrevistador, garante que a plataforma será a nova televisão. Uma mistura do Vale do Silício com Hollywood e que será lançada ainda em abril. A Intel quer mudar a forma de consumo de vídeo com narrativas imersivas. Narrativas também foram tema de vários painéis. O processo criativo do The Daily Show valeu a espera e a fila que ia até a rua, descendo quatro andares. Quem vai ter programa em breve na TV é o The New York Times, em parceria com a FX e o Hulu. Será que de 20 ou 40 minutos? Não importa o tamanho mais.

Moda personalizada e inclusiva

Roupas que crescem com as crianças, consultoria de moda de rua, jeans com DNA e cocriação com o consumidor final. Conheça essas empresas que estão inovando na moda. O tema plus size também bombou. Vários painéis para o tema, como o da Universal Standard, que faz roupas dos tamanhos americanos que vão do 6 ao 32. Mais de 100 milhões de mulheres americanas são de tamanho 14+, mas a moda plus size não tem futuro.

Filmes

Conheça as apostas das estreias do festival neste ano. E teve também o impressionante festival de cinema em VR. Impressionante pela qualidade das produções e pela quantidade.

Podcasts

A segunda era de ouro do áudio. É assim que o tema foi tratado no festival tamanha a relevância que o formato vem ganhando ao longo dos últimos dois anos. Também abordaram questões como o poder de criar conexões emocionais.

Ativações de marca

Desde o ano passado, HBO é sempre a mais esperada. Neste ano, veio com Game of Thrones e doação de sangue (olha o social aí de novo). Para o lançamento do The Highwaymen, a Netflix propôs uma caçada a Bonnie e Clyde na década de 30. Amazon, Wired e Twitter também se destacaram. E havia ainda um espaço exclusivo do Snapchat.

Um festival bem político

Muitos políticos passaram pelos palcos do SXSW. Alexandria Ocasio-Cortez é a deputada mais nova eleita nos Estados Unidos. Um dos momentos mais emocionantes foi quando falou sobre posicionamento. “Pare de tentar convencer as pessoas. Pare de tentar entrar nas conversas tentando vencer. Perdemos a arte de conversar. Ninguém realmente muda de ideia durante uma conversa. As pessoas mudam de ideia depois, refletindo sobre a conversa. Mas se você pressionar as pessoas, fizer um ataque total, vai deixar elas na defensiva e elas nunca ouvirão nada do que você tenha a dizer.” Ela criticou duramente o governo atual e o pré-candidato à presidência Howard Schultz (Starbucks). A CNN levou os pré-candidados de 2020 para apresentarem suas ideias. E também foi possível ver como a CIA usa a criatividade para resolver problemas urgentes.

Cirque du Soleil

Sessão também lotada foi com Diana Quinn, CCO do Cirque du Soleil, e o Beau Lotto, neurocientista do Lab of Misfits. Quinn dissecou o processo criativo do Cirque e sobre usar a vulnerabilidade como uma peça chave de conexão entre os times.