TECNOLOGIA E EMPREENDEDORISMO

Marielle nas nuvens

A Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro investiu no acesso à nuvem para encontrar os celulares usados pelos assassinos no dia da morte de Marielle Franco, há mais de um ano, em 14 de março de 2018. Isso porque a  arma e o carro usados no crime nunca foram encontrados. Na semana em que dois homens foram presos, acusados da execução da vereadora, descobriu-se também que a polícia realizou um trabalho minucioso, com o auxílio da tecnologia, para chegar a Ronnie Lessa e Elcio Queiroz. Rastreou todos os telefones que estavam ligados nos locais por onde Marielle passou, desde a saída da Câmara Municipal até o local da emboscada. Os dados gerados por esses aparelhos são enviados para os servidores das operadoras e armazenados.


Reprodução: Youtube

Com isso, a polícia obteve uma lista extensa de telefones e começou praticamente "na unha" a selecionar potenciais suspeitos do crime. Num grande esforço de reportagem, O Globo deu detalhes desta operação e contou com empresas as teles,  provedoras de sites de busca ou redes sociais, como Google, Apple, Whatsapp e Facebook, entre outras, hoje são extremamente importantes no auxílio a investigações complexas como esta, em que é preciso agir de forma silenciosa quando não se tem acesso físico ao celular dos suspeitos. O G1 também chamou a operação de "Hi-Tech".

Uma jovem senhora

No dia em que a Internet completou exatos 30 anos, Tim Berners-Lee escreveu um artigo para o "El País", quase uma retratação entre criador e criatura. Até deu alguns insights de comemoração, porémreconheceu que, para além de praça pública e biblioteca, sua invenção também se transformou em um lugar repleto de fraudadores e de propagação de ódio e violência. Mesmo assim, ele ainda acredita que o poder de mudá-la depende só de nós. Ele falou também a outros veículos sobre seu maior orgulho e os rumos que ele tomou. Aliás, será um exagero dizer que a internet está morta, três décadas após a sua criação?

É o melhor para poder crescer

A tecnológica Whisk "concordou em ser comprada" pela Samsung e se juntar à equipe do Samsung Next Product. A parceria permitirá que as duas empresas criem experiências de alimentos digitais integradas, mais inteligentes e mais significativas - e que os consumidores adoram. Alguns dos maiores varejistas de alimentos do setor, as principais marcas de consumo, sites de receitas favoritas e empresas de ponta também estão apoiando o projeto, com o seguinte slogan para a empreitada: "Conectando inspiração à comida na sua mesa". Samsung, aliás, que anunciou esta semana que venderá planos pós-pagos em suas lojas.

Obrigado por fumar

#FazendoDiferente é o mote da nova empreitada da Souza Cruz, dentro do seu projeto "Transforma". O programa de aceleração da companhia está buscando por startups que querem inovar em grandes mercados e que estão comprometidas em usar a tecnologia e a criatividade para revolucionar o setor. Como a maior empresa de tabaco do Brasil e parte do maior grupo do mundo – British American Tobacco, o Transforma Souza Cruz aposta no desenvolvimento da categoria.

A maçã contra-ataca

Embora as vendas do iPhone tenham sido fracas em alguns mercados internacionais, o smartphone da Apple continua ganhando usuários nos EUA. A base de usuários do iPhone subiu 5,0% em 2018 e crescerá mais 3,2% neste ano. Em 2019, 105,2 milhões de pessoas nos país usarão um iPhone, dando à Apple uma participação de 45,2% no mercado norte-americano de smartphones. Essa parcela crescerá 0,1% a cada ano até 2021. Anote aí: 25 de março. Segundo a Wired, é quando será feito um dos mais importantes anúncios da Apple nos últimos anos. O evento vai dar detalhes sobre serviços de assinatura de streaming e mídia.

Sobe

A Netflix anunciou aumento de preços no Brasil. O valor subirá de 10% a 21%. E a justificativa é o investimento em filmes e séries, conta o TechTudo. Quem também fala sobre elevação de preços é o Spotify e culpa as taxas cobradas pela Apple.


MERCADO - DIGITAL, MARKETING E COMUNICAÇÃO

E agora, José?

De um lado, a internet em chamas, consumida pelas fake news e pela avalanche de conteúdo irrelevante. Por outro, conectando pessoas. No meio dessa encruzilhada, o mercado de comunicação tenta acertar o caminho para levar a verdade às pessoas e beneficiar a sociedade. No caso do BuzzFeed, percorrer essa trilha tem sido difícil e custou a redução de investimentos e do quadro de funcionários. O co-fundador Jonah Peretti aposta na união das empresas de conteúdo às plataformas de tecnologia para um futuro menos sombrio. Até escreveu uma cartinha com o título "Como salvar a internet". O que a companhia quer agora é concentrar-se em novos fluxos de receita e em mídias sociais. A Vice Mídia está em busca de  US$ 200 milhões em financiamento para alcançar lucratividade. Na outra ponta, o The New York Times vem investindo para entender melhor os hábitos, consumos e hobbies de sua audiência, mas garante que as informações serão usadas para cobertura jornalística e não para fins de publicidade. Assim como o Wall Street Journal, que tenta encontrar seu caminho no digital para além dos números.

"Eu encontrei ele no Tinder"

Quem achou que o relacionamento entre CNN e Facebook daria "match" se enganou. O presidente da CNN Worldwide, Jack Zucker, aproveitou o SXSW para deixar bem claros os termos desta relação. Apesar de reconhecer a importância da parceria, o recém-nomeado chairman da Warner Media News & Sports falou: "Não contaremos com o Facebook no longo prazo". O famoso "te amo, tá?". Leia a cobertura completa do SXSW no Market Brief Especial.

Não para

Todo dia uma nova, já estamos quase acostumados: dono das maiores redes sociais do mundo, o Facebook fez lobby a favor da aprovação do Marco Civil da Internet no Brasil, sem divulgar o seu nome. De acordo com o Poder 360, houve uma ação conjunta da empresa com ONGs e acadêmicos com cartas para congressistas. O veículo teve acesso a documentos nos quais descobriu que o gigante mirou políticos no mundo todo para influenciar projetos de seu interesse, principalmente em legislações de privacidade de dados. A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública de São Paulo também instaurou dois processos contra a empresa - por compartilhamento indevido de dados de usuários e falhas brutais de segurança. O MP também deve acompanhar de perto a integração do Facebook com o Instagram e WhatsApp. A gigante, por sua vez - e enquanto aguarda as notificações -, anunciou esta semana que removerá sua pontuação de relevância do anúncio como "parte de uma mudança mais ampla para métricas" que possam melhorar o desempenho de seus clientes. A plataforma também é alvo de investigação criminal por conta do compartilhamento de dados de usuários com outras gigantes de tecnologia, mostra reportagem do NYT.

Quero mais "saúde"

Com a proposta de transformar o Twitter numa rede mais "saudável", os administradores da plataforma vêm anunciando uma série de medidas para tentar varrer as fake news, dificultar a viralidade e transformar a impressão de "mal estar geral" que ela pode causar. Para executar seus planos, será necessário botar em prática um plano engenhoso que deve mudar a forma como nós "tuitamos". Debates já começam a surgir sobre a linha tênue entre a mudança de hábitos e a censura.

Liberdade para quem?

Dados do Comitê para a Proteção de Jornalistas contabilizaram mais de 2 mil profissionais mortos ou desaparecidos entre 1992 e 2019. A organização sem fins lucrativos é voltada para a liberdade de imprensa no mundo e mostra números estarrecedores desta contagem nefasta. Deu no Nexo.

Que pasa?

Pesquisa da McKinsey esta semana mostrou uma rápida visão geral de como cada tendência voltada à mobilidade está evoluindo. A combinação de análise, insights e prognósticos informados por dados pode servir como um pensamento útil para CEOs e executivos seniores - em qualquer setor - que buscam entender o que a transformação de mobilidade poderia significar para eles hoje e amanhã. Já que ela está prestes a mudar, qual seria este punhado de tendências que determinará os benefícios e custos tanto para as empresas quanto para a sociedade?

Da natureza da democracia

Do que precisa um partido político para se manter na pauta de discussões e até causar impacto nas decisões? De mídias sociais, claro! Na Inglaterra, oito desertores do Partido Trabalhista e três conservadores criaram o The Independent Group (TIG), como uma alternativa paralela ao poder estabelecido. E estão mudando completamente a forma de se comunicar com o público - e causando polêmicas por conta da alegada "falta de transparência" sobre seu financiamento.

De peso

A empresa de pagamentos PayPal se comprometeu a comprar US$ 750 milhões em ações ordinárias do Mercado Livre, informou o grupo latino-americano de comércio eletrônico na última segunda-feira (11). O investimento está atrelado a uma oferta pública de ações ordinárias do site latino-americano de cerca de US$ 1 bilhão. A companhia não informou qual participação a PayPal terá na empresa. O ML pretende levantar quase US$ 2 bilhões com a oferta pública de ações.

 

Em busca de um padrão

Diversas organizações americanas de mídia e tecnologia, em colaboração com a empresa de TV inteligente Vizio, formaram um consórcio dedicado ao desenvolvimento e à implantação de um novo padrão aberto para publicidade endereçável em TVs conectadas. O negócio tende a evoluir considerando que Disney, Turner, NBC, CBS, Discovery fazem parte do grupo [via Broadbandtvnews].

 

 

Show das Redes Poderosas

A partir do "triângulo" Neymar-Anitta-Bruna no Carnaval do Rio de Janeiro - e da tentativa desesperada da atriz em não parecer incomodada com o casal. Calma! O MB não virou um site de celebridades, mas aqui cabe uma reflexão: podemos apagar definitivamente as nossas "pegadas" digitais? O que pode ser "printado", o que pode colocar em risco uma cadeia inteira de negócios que estão embutidos nas postagens de famosos, empresas patrocinadoras? Análise de O Globo publicada esta semana falou não só com especialistas em marketing digital, mas também com psicólogos sociais que lidam com comunicação sobre este "apagar de coisas".

 

 


AGÊNCIAS

Acabou o gás

“Essa ideia de que todo mundo precisa estar ligado o tempo todo e não pode sair é contraproducente. As pessoas se sentem pressionadas a estar no trabalho. Isso é bobo para mim". A frase é de Adam Cahill, o fundador e CEO da agência Anagram, que tem como filosofia "deixar as pessoas trabalharem do jeito que querem". Seria bom se fosse sempre assim, certo? Entretanto, agências do mundo inteiro andam mesmo preocupadas com os altos índices de síndrome de Burnout entre seus funcionários - e tendo que arregaçar as mangas para criar regras e programas de acolhimento a seus colaboradores.

 

 

Adeus, criativos. Olá, robôs!

Pesquisa da Marketing Land apontou que ciência e a análise de dados serão as habilidades técnicas mais necessárias nas agências de publicidade digital, em todo o mundo, nos próximos dois anos. À medida que a compra de anúncios digitais se torna mais automatizada e orientada por dados, os profissionais de marketing precisam melhorar seus conjuntos de habilidades de dados.

O E-Marketer também prevê que os gastos com anúncios em vídeos sociais nos Estados Unidos alcançarão US$ 14 bilhões até 2021 - um aumento de 44% em apenas dois anos. Apesar disso, a Nielsen descobriu que a TV continua sendo o principal direcionador do alcance do público em campanhas de anúncios multiplataformas, com o número médio de impressões da TV sendo quase 8 vezes maior que as impressões de campanhas digitais para o público de 18 a 49 anos.

 


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Através das gerações

Gen Z, millennials, gen X e baby boomers são grupos de consumidores altamente atraentes que estão ativos nas mídias sociais. Mas, para atingir cada grupo de maneira eficaz, as marcas precisam compreender melhor este universo, quem usa qual plataforma e assim por diante. É o que traz o infográfico do GlobalWebIndex.


AGENDA

Tudo sobre mídias sociais

Helena Sordili e Eduardo Vasques ministram, no dia 30 de março, um curso avançado de Mídias Sociais na ESPM. Apresentam tendências, dicas de aprimoramento profissional e gestão de negócios, tudo dentro das plataformas digitais. Primeiros inscritos ganham desconto. Informações aqui.


Rapidinhas…

ou o que andamos lendo!

  • Nova debandada de executivos do alto escalão do Facebook;
  • Instagram testa novo formato para ver vídeo com amigos;
  • A experiência de ficar um ano sem o Facebook e seus aprendizados;
  • Tem muito brasileiro fazendo esse movimento e abandonando as redes;
  • O cientista de apenas 9 anos que virou febre no Youtube com seu canal;
  • Disney e Fox definem a data de aquisição para 20 de março próximo;
  • A Fox News abriu as portas para os anunciantes, após boicotes;
  • Google paga US$ 45 milhões a executivo acusado de agressão sexual;
  • A nova presidente e Chief Digital Officer do National Media Group;
  • A primeira empreitada do Shopify para ajudar marcas em lojas físicas;
  • As perspectivas animadoras da indústria de cannabis nos EUA;
  • Marcas D2C atraem jovens consumidores com iniciativas de sustentabilidade;
  • O site que cria currículos "de mentirinha", por redes neurais.